Quota ou cota?

Prezados leitores,

nestes tempos de excesso de viagens dos parlamentares brasileiros

ao estrangeiro, tomei um susto ao ler que o problema

está no abuso das ‘cotas’ (de passagens) por cada um deles!

A expressão em negrito, sem nenhum demérito à espécie

referida, é o máximo de cortesia que posso ter com essa gente

sem um pingo de vida na consciência,

resultado de quem não tem consciência na vida.

Mas, ao ler que estavam abusando das ‘cotas’, pensei:

seriam as ‘cotas’ um tratamento carinhoso às submetidas ‘Maricotas’?

Que nada!

Estão abusando é dos nossos bolsos, vide a longa lista

de envolvidos em mais esse escândalo que emerge

do Planalto Central do Brasil,

que de tanta emersão (saída de líquido)

mais parece o Parque Yellowstone

(primeiro parque nacional dos Estados Unidos,

na conjunção dos estados de Wyoming, Montana e Idaho),

famoso pelo gêiser “Old Faithful” (“O Velho Fiel”),

que entra em erupção a cada 65 minutos!

Desse jeito, a erupção também atinge nossa conta bancária.

Afinal, quem paga a conta é o contribuinte, ou seja, eu, você,

ele, ela, todos do Brasil!

Voltando então às ‘cotas’, pois discutir nossa língua não

significa ficar cego aos problemas da Nação,

me lembrei que no “meu tempo” se escrevia quota!

E me perguntei: o que houve com a quota,

tão bonita e latina, que virou cota?

Não sei quando isso se deu, mas foi assim

que me vi um pouco purista com relação à minha língua.

Afinal, Língua também é Mãe!

E não há quem goste de ter a Mãe maculada!

E fui lá conferir no Dicionário Aurélio On-line,

que diz que cota é uma variação de quota,

e significa quinhão, quantidade máxima permitida num dado período,

parte concernente a cada um numa sociedade, etc.

Agora, fico torcendo para que o também latino quórum não vire córum!

Já não basta o Congresso falhar com frequência

em obter o quórum,

número mínimo de pessoas exigido por lei ou estatuto

para que um órgão funcione,

para seus debates e decisões,

vamos ter que aguentar esses mesmos infelizes

rebaixarem nossas palavras?

Falando nisso, sabem que ouço com frequência

a expressão “quórum mínimo”?

Ora, o quórum já é o número mínimo.

“Quórum mínimo” é pleonasmo, redundância,

que reduz o mínimo ao mínimo do mínimo.

O interessante é que nunca fazem isso com os salários

dos  congressistas!

Mas não é por isso que vamos deixar de pensar

enquanto aprendemos nossa língua.

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