Introdução à Gramática

Tradicionalmente, a Gramática, ou o sistema de regras pelas quais se constroem as línguas, segundo Celso Pedro Luft, está dividida em: Fonologia/Fonética (trata dos sons da língua, ou seja, “o sistema fônico”), Morfologia (trata das palavras, ou “o sistema mórfico”) e Sintaxe (trata das construções ou estruturas da língua, como frase, oração e período; daí a Sintaxe ser dividida em concordância, regência e colocação).

Não obstante, uma Gramática pode ser normativa (determina as regras da língua), descritiva (descreve o sistema de regras) ou gerativo-transformacional (“sistema finito de regras que gera frases infinitas”, segundo a teoria preferida do meu caro professor dos tempos de graduação no Instituto de Letras da UFRGS).

Como eu não tenho a pretensão de chegar a um nível de pesquisa e conhecimento de meu estimado professor, contento-me em trabalhar com o modelo de gramática descritiva corrente em nossa língua, sem deixar de consultar, sempre que necessário, o Novo Manual de Português (LUFT, 1986).

Assim, pretendo escrever alguns artigos abordando a análise sintática, ou seja, a descrição das estruturas da frase, da oração e do período na língua portuguesa.

Para começar, apresento uma definição elementar de cada um desses termos:

1)      Frase: é qualquer enunciado com sentido próprio, sinalizado no final com algum tipo de pontuação;

2)      Oração: é o enunciado que se caracteriza pela presença de um predicado (verbo / nome, daí predicado verbal ou nominal); em geral também tem sujeito, que não é imprescindível, embora o predicado seja indispensável, pois não há oração sem predicado;

3)      Período: já é o enunciado que tem no mínimo uma oração, daí haver período simples (no qual a oração é chamada tradicionalmente de absoluta) e período composto (que tem mais de uma oração, conectadas entre si pelo processo de coordenação ou subordinação).

A análise sintática se baseia sempre em um período. Como diz o ditado, todo período é uma frase, mas nem toda frase é um período (existem enunciados de sentido completo que não precisam de verbos: Meu Deus! Nossa Senhora! Jesus Cristo! Quem dera! Tomara! Eu, hein!

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6 pensamentos em “Introdução à Gramática”

  1. FICOU BEM CLARO OQUE EU ESTAVA PESQUISANDO, ESTOU ESTUDANDO PARA CONCURSO E ESTOU FOCADA NO PORTUGUÊS, ENTÃO EU QUERO APRENDER DETALHES MÍNIMOS , ME AJUDOU MUITO, OBRIGADA.
    E PARABÉNS PELO TRABALHO

  2. Prezado professor Gentil,

    Em primeiro lugar gostaria de agradecer por este maravilhoso presente. O site é maravilhoso e grátis.
    Morei fora durante sete anos, mas na verdade conheço pouco nosso idioma, tenho até vergonha de falar assim, mas sempre o temi, evito enviar mensagens escritas em português por medo de evidenciar minha ignorância.
    Gostaria de receber dicas sobre pontuação…. Por favor me ajudem!!!

  3. Obrigado, Raquel!
    Como escritor, eu também não penso na gramática quando escrevo texto literário,
    mas um escritor precisa conhecer sua língua.
    É como um músico, que precisa conhecer seu instrumento,
    pois, como ele poderia tocar um piano sem saber como ele funciona?
    Entretanto, de tanto saber o piano, o músico não precisa pensar nele
    quando toca, ele apenas toca.
    Em resumo, quanto mais conhecemos nosso instrumento, melhor o utilizamos,
    naturalmente, sem precisar pensar nele.
    Abraço!

  4. olá
    Parabens pelo site! Gostei muito da forma como abordaram “as regras” de nossa língua. Adoro ler e amo escrever mas, confesso, durante a produção de um texto, valorizo muito mais os fatos do que as formas. Por isso, erro. Mas venho buscando melhorar e aprender, pena que algumas coisas me parecem inúteis. Talvez vocês possam me dizer o porquê e para quê existe as tais “classificações de orações”? Por acaso algum escritor ao produzir seu texto tem o seguinte pensamento: “agora vou completar com uma oração subordinativa objetiva direta”?????????
    Por favor, se possível, me ajudem!!

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