Figuras de Linguagem: Alegoria

Dando seqüência ao artigo Figuras de Linguagem (ou Figuras de Estilo) vimos ora falar da Alegoria.

Uma alegoria é uma representação tal que transmite um outro siginificado em adição ao significado literal do texto. Em outras palavras, é uma coisa que é dita para dar a noção de outra, normalmente por meio d’alguma ilação moral.

É bastante fácil confundir a alegoria com a metáfora, pois elas têm muitos pontos em comum.

Para melhor entender o que seja uma alegoria, podemos citar alguns exemplos.

O mais conhecido exemplo de alegoria é provável que seja O Mito da Caverna, de Platão. O autor referia-se aos mitos e superstições de seus contemporâneos, comportamento que ficou representado pela alegoria da caverna em que as pessoas ficariam presas e imóveis, sem jamais poder contemplar diretamente o que acontecia fora dali.

A Bíblia está repleta de alegorias, o próprio Cristo ensinava por meio delas. Mas antes mesmo do Novo Testamento encontramos muitas alegorias, e muitos talvez considerem uma das mais belas a que faz a comparação da história de Israel ao crescimento de uma vinha no Salmo 80.

Os ditados populares são alegorias contextualizadas:

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

“Mais vale um pássaro na mão que dois voando.”

“Casa de ferreiro, espeto de pau.”

Etimologicamente, o grego allegoría significa “dizer o outro”, “dizer alguma coisa diferente do sentido literal” (allos, “outro”, e agoreuein, “falar em público”).

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