Linguagem coloquial e gíria

Muitos autores usam linguagem coloquial e gíria em suas obras, tanto para retratar personagens com linguagem específica de uma região ou classe social, quanto para mostrar a linguagem de uma época.

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O que é metalinguagem?

Segundo a definição do dicionário Aurélio, metalinguagem é a “linguagem utilizada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significação: todo discurso acerca de uma língua, como as definições dos dicionários, as regras gramaticais, etc.”

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Anáfora, assonância e aliteração

Temos aqui mais três figuras de sintaxe, largamente utilizadas na poesia e na retórica. Vejamos cada uma delas:

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Sobre versificação em língua portuguesa (12)

Há em nossa língua formas tradicionais de composição poética. Vamos nomear e exemplificar cada uma delas. As mais famosas são o soneto, a canção e a balada. Estas duas últimas vivem hoje principalmente através dos letristas e compositores da música popular.

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Maria Bethânia cantando Castro Alves e Caetano Veloso

Conforme dissemos em nosso artigo décimo sobre versificação em língua portuguesa, Castro Alves foi chamado de “Poeta dos Escravos”, pela defesa que fez da Raça Negra no Brasil, mostrando a vergonha de manter um povo escravo nestas terras. Neste áudio que incluímos abaixo, Maria Bethânia canta um conjunto de versos do poema Navio Negreiro de Castro Alves, homenageando a Raça Negra e a música Um índio, de Caetano Veloso, em homenagem à Raça Índia, que não aceitou a escravidão, preferindo morrer a se tornar escrava. Que a Raça Índia e Zumbi dos Palmares nos sirvam de exemplos na busca da liberdade.

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Sobre versificação em língua portuguesa (11)

Como dissemos na introdução, depois dos hendecassílabos, temos os versos dodecassílabos, ou alexandrinos. Esses versos nasceram na França e são os mais populares nesse país. E foram naturalmente assimilados pelos poetas de língua portuguesa, por esses versos serem muito expressivos, principalmente em sonetos. Em geral, os dodecassílabos tem uma forma clássica e outra romântica. Na clássica, a acentuação forte recai na sexta (final do primeiro hemistíquio ou meio-verso) e décima segunda sílabas. Na forma romântica, há uma liberdade de combinações de acentuação, com variação inclusive na cesura central, ou pausa interna, que marca o final do primeiro hemistíquio (há quem diga que esse verso é uma combinação de dois versos de seis sílabas). É nesse verso que se dá mais comumente o chamado enjambement, ou cavalgamento, que significa que a unidade de sentido do verso não termina no final da linha, e ele precisa ser continuado na linha seguinte, embora ritmicamente ele termine na décima segunda sílaba. Desta medida em diante, ou seja, versos de treze sílabas ou mais não tem nome específico, e são considerados como combinações de versos menores.

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Sobre versificação em língua portuguesa (10)

Vamos agora abordar os versos hendecassílabos, ou seja, de onze sílabas métricas (contadas em português até a última sílaba tônica de cada linha). Este verso é de origem galego-portuguesa, ou seja, é natural de nossa língua. Tradicionalmente, é acentuado na quinta e décima – primeira sílabas ou na segunda, quinta, oitava e décima – primeira. É claro que ele não pode competir com o decassílabo em termos de popularidade entre poetas e leitores, mas tem seu valor histórico marcado. Vamos observar dois poemas de Casimiro de Abreu e Castro Alves.

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