“Vamos se ligar” no Inverno 2009 do SBT?

Caros leitores,

o assunto é a frase do título entre aspas. Ouvi a dita cuja numa das chamadas para esse programa do SBT, na qual o apresentador conclama os telespectadores a, suponho, junto com ele, “se ligar” no programa.

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Sobre versificação em língua portuguesa (3)

Continuando com nossa exemplificação, vamos estudar agora versos trissilábicos, ou trissílabos. Há estudiosos do assunto que chamam o verso trissílabo de anapéstico, que seria em português um pé, ou parte de verso, com duas sílabas átonas e uma terceira tônica, ou duas breves e uma longa, em termos de duração ou quantidade (de som). A questão é que os versos em nossa língua não usam a duração das sílabas como base dos pés ou unidades rítmicas, como é o caso do latim e do grego. O próprio Ezra Pound, um dos maiores poetas do século XX, reconheceu a mudança da base quantitativa das línguas antigas para a base silábica (no português) ou acentual-silábica (no inglês). Particularmente, prefiro trabalhar com poesia em nossa língua com o que lhe é peculiar, ou seja, o metro tradicional com seus padrões de acentuação, em vez de dificultar ainda mais importando termos típicos da poesia de outras línguas, que devem ser estudados aplicados a elas. Como sempre, me alio a Pound para dizer: prestem atenção ao som do verso, para saber se a seus ouvidos ele soa bem.

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Funções da linguagem: o esquema de comunicação verbal

No artigo “Comunicação na Poesia de Vanguarda”, incluído no livro A Arte no Horizonte do Provável (1977), Haroldo de Campos descreve seu “Esquema de comunicação verbal“, no qual ele nos dá os “Fatores e funções da linguagem” (1977, pp.136-143). Resumidamente, o “esquema de comunicação” é o seguinte: um emissor / emitente envia uma mensagem para um recebedor / destinatário; toda mensagem tem seu emissor e recebedor / destinatário; a mensagem se refere  a “um objeto ou situação“; naturalmente, para que a mensagem seja enviada e entendida pelo destinatário, deve haver um “código comum” entre eles e também um contato, um meio de conectá-los; assim, temos neste contexto os seis “fatores” que operam na transmissão de uma mensagem.

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Semântica: denotação e conotação

A semântica é a parte da gramática (tradicionalmente), ou se preferirem, da linguística, que estuda o significado das palavras e suas mudanças de sentido no decorrer do tempo e do uso.

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Linguagem coloquial e gíria

Muitos autores usam linguagem coloquial e gíria em suas obras, tanto para retratar personagens com linguagem específica de uma região ou classe social, quanto para mostrar a linguagem de uma época.

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Tipos de Redação

Caros leitores,
como há pedidos de esclarecimentos sobre
redação, dou aqui algumas dicas rápidas sobre o tema.
Para redações de concursos (e vestibulares), em geral
se trabalham com três tipos de redação:
Descrição, Narração e Dissertação.

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Figuras de Linguagem (ou Figuras de Estilo)

No Brasil, chamam-se figuras de linguagem, em Portugal e outros países lusófonos figuras de estilo. São estratégias literárias aplicáveis ao texto para que se obtenha um efeito determinado na interpretação do leitor.

São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto. Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas.

Basicamente, as figuras de linguagem podem ser divididas em figuras de construção (sintáticas) e figuras de palavras (semânticas).

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